Tenho os olhos escuros e rasgados,
Pestanas compridas e reviradas.
Tenho os olhos tristes e magoados,
Como fontes de lágrimas encharcadas.
Meu nariz pequeno
Onde lágrimas escorrem,
E percorrem meu rosto sereno
Até ao queixo, onde morrem.
Meus lábios de magenta escarlate
São carnudos e harmoniosos
Veneram eflúvios de chocolate,
E caem em vícios ociosos.
De sorriso escondido e ausente
Expresso-me de pesada e carrancuda.
Invade-me uma brisa impaciente,
Que ainda me perturba.
Sou um corpo espadaçado,
Que vive numa luta permanente
Há espera de um passado
Que ainda é presente...
Juliana Gomes - Novembro de 2004
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