3/21/2005

O meu axioma


O meu axioma



O meu ego na sua plenitude
Será a minha grande glória,
Serei eu mesma, a minha virtude,
Uma narcisista para a história.
Assim, construo o meu teorema,
Tecendo as minhas filosofias,
Num tear aqui na minha berma,
Fiel às minhas bizarras teorias.
O meu axioma mundano é igual
Ao meu axioma referencial
Subtraído do mundo social,
É minha grande obra primordial!
Sou eu, um botão em flor,
Tudo aqui à minha periferia
São soberbas pétalas sem valor
E eu, o centro, onde vibra a energia!
A ode à minha pessoa,
É o meu poço sem fundo!
É só a mim que tão bem soa,
Pois só existe eu, e o meu mundo!
De todos os deuses da mitologia,
De todos os planetas solares,
Sou eu a fugaz luz que radia,
O poder efémero de todos os mares!
Sou egocêntrica, serei feliz
Pensarei em mim, sonharei, e serei
Dos meus sonhos imperatriz,
E é assim que o axioma acabarei
O resto, o pouco é irrelevante,
Estou eu aqui nesta hipócrita vida,
Porque sou só eu a mente brilhante
Da minha esta filosofia esquecida!





Juliana Gomes

19 de Fevereiro de 2005



Posted by Hello

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