Para divagar no espaço infinito,
Estar numa suspensão incauta,
E andar pelo não restrito.
Correr no mundo de Astronomia
Saltar por esse tempo inconstante
Numa vida de fantasia,
Do planeta Terra bem distante
Queria possuir o Universo,
Tê-lo aqui tão perto,
Esse mundo que é disperso,
No meu baú secreto.
Queria ter um guarda- jóias
Onde suspendesse as estrelas
Para ouvir as suas histórias,
E adormecer ao entretê-las.
Queria poder planar nos cometas,
Viajar num rumo indefinido,
Conhecer os vastos planetas,
E ter o Universo percorrido.
Nadaria nesse mundo cósmico,
Dormiria num berço de Lua,
E viveria esse desejo platónico
Até que a ambição fosse nua.
Deliraria com as constelações,
E sonharia com corpos celestes.
Meu mundo astral de ambições
Na consciência sós e inertes.
Brilharia como uma pulsar
Neste ovo de gases e poeiras
Seria a noite mística e lunar
Do vácuo e das Luas cheias.
O desconhecido é o magnífico,
Que nunca irei encontrar
Neste mundo sóbrio e pacífico
Que eu irei idealizar...
Juliana Gomes 18 de Novembro 2004
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