Indiferença ...
Esta semente que foi germinada
Numa terra de névoa e maresia,
E num canteiro só e estagnada,
Está triste na noite fria...
Ao desvanecer das suas pétalas,
Por dentro vai murchar,
Já esqueceu todas as promessas
Que nunca irá realizar...
E permanecendo ali,
Tudo passa ao seu redor,
Mas ninguém olha para ali,
Para aquele subtil pormenor.
Tenho sede, sede humana,
Sou um corpo vegetal,
Chamam-me de Juliana
Por aparentar ser carnal.
Porque é uma flor bonita?
E se não for?
Não será também restrita
do mesmo amor?
E aqui dentro de mim,
Há também uma flor,
Há um cismático jasmim
À espera de amor...
12 de Março de 2005
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