Não adianta dizer que é zero em dez!
Não adianta menosprezar ou subestimar
Não adianta dizer que é M, do tipo E,
Gosta muito de R, come D e bebe A!
Não adianta censurar ou apontar!
Não adianta uma atitude negativa!
Não adianta fazer deixar de acreditar!
Não adianta ser a voz imperativa...
Não adianta dizer, ... adianta fazer!
Não adianta espremer e criticar!
Não adianta dizer que a culpa é dela
Adianta saber ouvir e encorajar!
Não adianta afogar mágoas com nutella!
Não adianta dizer, gritar e zangar!
Não adianta pensar que é impossível
Adianta saber aceitar e amar,
E que apesar de tudo, ela é incrível!
Não adianta dizer, ... adianta fazer!
Não adianta reprimir o que ela sente,
Se chora... é porque lhe dói o peito!
Adianta um abraço ou chocolate quente!
Adianta amor, compreensão e respeito!
Não adianta reprimir o que ela anseia,
Se sonha realizar a sua personalidade,
Adianta fazer com que faça à sua maneira!
Adianta motivar e ajudar de Verdade!
Não adianta dizer, ... adianta fazer!
Adianta dar sorrisos todos os dias!
Adianta saber contornar a realidade!
Adianta ser um motivo para alegrias!
Adianta saber amar de verdade!
Adianta ajudar nas suas prioridades!
Adianta respeitar a sua personalidade!
Adianta acreditar nas suas potencialidades!
Adianta concretizer a sua individualidade!
Adianta fazer... adianta acontecer!
de Lua na cabeça
de quem sonha para quem não quer acordar
12/11/2013
6/02/2011
Até um dia meu Amigo!
Até um dia Amigo,
Que tua alma já descansa.
Adeus, não te o digo,
Na crença e na esperança!
Até um dia meu Amigo,
Já muita saudade fazes sentir
Àqueles que não levaste contigo!
Um dia todos havemos de partir,
E por isso, Até um dia Amigo!
Havemos todos de nos reencontrar,
Onde haja paz e abrigo,
No céu ou noutro lugar!
Até um dia Amigo,
Só nos restam tuas memórias,
Estarás sempre comigo,
Para celebrar teus feitos e histórias.
Até um dia Amigo,
Porque um dia todos nos vamos encontrar,
Vamos viver todos os dias Contigo
Porque todos os dias te vamos recordar!
Que tua alma já descansa.
Adeus, não te o digo,
Na crença e na esperança!
Até um dia meu Amigo,
Já muita saudade fazes sentir
Àqueles que não levaste contigo!
Um dia todos havemos de partir,
E por isso, Até um dia Amigo!
Havemos todos de nos reencontrar,
Onde haja paz e abrigo,
No céu ou noutro lugar!
Até um dia Amigo,
Só nos restam tuas memórias,
Estarás sempre comigo,
Para celebrar teus feitos e histórias.
Até um dia Amigo,
Porque um dia todos nos vamos encontrar,
Vamos viver todos os dias Contigo
Porque todos os dias te vamos recordar!
3/16/2011
Talvez
Talvez um dia consigas perceber
O encanto que havia naquela inocência
Talvez um dia, quando desaparecer,
Tu notarás a sua ausência.
Talvez um dia a queiras de volta,
E saberás que nada a faz voltar,
A saudade consumirar-te numa revolta
Que nem tu a sabes parar…
Talvez um dia te arrependas,
E desejasses nunca me abordar!
Que por constantes reparos e emendas,
Meus olhos choraram um mar…
Talvez um dia eu possa mudar,
E tudo seja muito diferente!
Talvez um dia eu possa curar,
O que o meu coração já não sente…
Talvez um dia eu me possa expressar
E explodir de raiva e rancor
Pois de tanto me modelar,
Fui perdida pelo teu Amor...
Talvez um dia me possas perguntar,
Porque tudo acabou,
E Talvez eu perca a vontade de te Amar,
Porque Talvez Tudo Mudou….
O encanto que havia naquela inocência
Talvez um dia, quando desaparecer,
Tu notarás a sua ausência.
Talvez um dia a queiras de volta,
E saberás que nada a faz voltar,
A saudade consumirar-te numa revolta
Que nem tu a sabes parar…
Talvez um dia te arrependas,
E desejasses nunca me abordar!
Que por constantes reparos e emendas,
Meus olhos choraram um mar…
Talvez um dia eu possa mudar,
E tudo seja muito diferente!
Talvez um dia eu possa curar,
O que o meu coração já não sente…
Talvez um dia eu me possa expressar
E explodir de raiva e rancor
Pois de tanto me modelar,
Fui perdida pelo teu Amor...
Talvez um dia me possas perguntar,
Porque tudo acabou,
E Talvez eu perca a vontade de te Amar,
Porque Talvez Tudo Mudou….
9/18/2010
Eu queria ser especial
Eu queria ser especial
E ser dona de mim,
Viver no meu mundo espacial
E ter sonhos sem fim...
Eu queria ser especial
E poder transcender o infinito,
Ter a beleza duma aurora boreal
E ser a ninfa do meu mito!
Eu queria ser especial
E ser comtemplada por toda a gente,
Ter o talento e o dom genial
Presentes na minha mente!
Eu queria ser especial
Para ter a força e a coragem
Para cortar este cordão umbilical
Que me prende e não me deixa seguir viagem...
Eu queria especial
Para poder seguir em frente
Lançar-me a este rumo colossal
E sair deste mundo demente...
Eu queria ser especial
E ser capaz de acreditar
Numa realização individual
À espera de se concretizar...
E ser dona de mim,
Viver no meu mundo espacial
E ter sonhos sem fim...
Eu queria ser especial
E poder transcender o infinito,
Ter a beleza duma aurora boreal
E ser a ninfa do meu mito!
Eu queria ser especial
E ser comtemplada por toda a gente,
Ter o talento e o dom genial
Presentes na minha mente!
Eu queria ser especial
Para ter a força e a coragem
Para cortar este cordão umbilical
Que me prende e não me deixa seguir viagem...
Eu queria especial
Para poder seguir em frente
Lançar-me a este rumo colossal
E sair deste mundo demente...
Eu queria ser especial
E ser capaz de acreditar
Numa realização individual
À espera de se concretizar...
9/03/2008
N-O-fóbica
Hoje revelo o meu vergonhoso segredo:
Sou uma n-O-fóbica e ninguém sabe porquê!
Uma consciência demolhada em medo,
Com receio de errar…com receio de perder!
Tenho a pressão de viver às direitas,
Coabito a filosofia de ter logo o proveito
Sem nunca ter tido as más colheitas…
De conseguir o “todo” sem nunca ter tido jeito!
A n-O-fóbica tem que parar para pensar!
Tem que muitas vezes cair…
Para um dia realmente se levantar
Para esta filosofia deixar de existir!
Sou uma n-O-fóbica e ninguém sabe porquê!
Uma consciência demolhada em medo,
Com receio de errar…com receio de perder!
Tenho a pressão de viver às direitas,
Coabito a filosofia de ter logo o proveito
Sem nunca ter tido as más colheitas…
De conseguir o “todo” sem nunca ter tido jeito!
A n-O-fóbica tem que parar para pensar!
Tem que muitas vezes cair…
Para um dia realmente se levantar
Para esta filosofia deixar de existir!
9/01/2008
Poema Cor de Rosa
Tenho a alma deliciada,
E o coração em rebuçado!
Estou feliz e enfeitiçada
Por ter alguém de verdade!
São áridas e pobres as palavras
Ao pé desta ventura!
Tenho sorrisos e asas
Que me levam à tua ternura!
Em mim minha afeição,
Correm-me rios de alegria,
Montanhas de Paixão
E oceanos de amor e magia!
E o coração em rebuçado!
Estou feliz e enfeitiçada
Por ter alguém de verdade!
São áridas e pobres as palavras
Ao pé desta ventura!
Tenho sorrisos e asas
Que me levam à tua ternura!
Em mim minha afeição,
Correm-me rios de alegria,
Montanhas de Paixão
E oceanos de amor e magia!
6/07/2008
12/28/2005
Malmequer
Desfolho-te minha flor
Malmequer…Bem me quer…
Queres me tu meu amor?
Malmequer…Bem me quer…
Tuas pétalas sedosas
Malmequer…Bem me quer…
São como picos de rosas
Malmequer…Bem me quer…
Teu botão violeta lilás
Malmequer…Bem me quer
Contem o nome dum rapaz
Malmequer…Bem me quer
Tuas pétalas caídas
Malmequer…Bem me quer
São minhas lágrimas corridas
Malmequer...Bem me quer
Teu botão luminoso
Malmequer…Bem me quer
É um rosto teimoso
Malmequer…Bem me quer
Tuas pétalas desfolhadas
Malmequer…Bem me quer
Minhas tentativas falhadas …
Malmequer…Bem me quer…Mal me quer…
Malmequer…Bem me quer…
Queres me tu meu amor?
Malmequer…Bem me quer…
Tuas pétalas sedosas
Malmequer…Bem me quer…
São como picos de rosas
Malmequer…Bem me quer…
Teu botão violeta lilás
Malmequer…Bem me quer
Contem o nome dum rapaz
Malmequer…Bem me quer
Tuas pétalas caídas
Malmequer…Bem me quer
São minhas lágrimas corridas
Malmequer...Bem me quer
Teu botão luminoso
Malmequer…Bem me quer
É um rosto teimoso
Malmequer…Bem me quer
Tuas pétalas desfolhadas
Malmequer…Bem me quer
Minhas tentativas falhadas …
Malmequer…Bem me quer…Mal me quer…
12/27/2005
...
Céu estrelado à minha volta,
Tua presença numa apatia...
Sonho que não volta,
Contigo em sintonia!
E, sentada num recanto
Vejo uma lembrança:
Um sorriso de encanto
Num rosto sem esperança...
Mas, agrada-me a utopia
Desta linha sádica,
É a sua magia que irradia
Esta noite nostálgica.
Tua presença numa apatia...
Sonho que não volta,
Contigo em sintonia!
E, sentada num recanto
Vejo uma lembrança:
Um sorriso de encanto
Num rosto sem esperança...
Mas, agrada-me a utopia
Desta linha sádica,
É a sua magia que irradia
Esta noite nostálgica.
Pecado sem recado
Procuro o pecado pendente
No berço do pecador,
Caminho na remota vertente
De um hinóspido corredor.
Busco a minha afirmação,
A minha súbita essência,
Espelho a minha imperfeição
Nos olhos da consciência.
Vejo meu mundo mundano
limitado em meu redor,
Sinto um corpo humano
Sem nada de melhor.
Busco a minha afirmação
Vivendo em constante pecado
Sou uma identidade em encarnação
Sem conta de seu recado...
No berço do pecador,
Caminho na remota vertente
De um hinóspido corredor.
Busco a minha afirmação,
A minha súbita essência,
Espelho a minha imperfeição
Nos olhos da consciência.
Vejo meu mundo mundano
limitado em meu redor,
Sinto um corpo humano
Sem nada de melhor.
Busco a minha afirmação
Vivendo em constante pecado
Sou uma identidade em encarnação
Sem conta de seu recado...
11/24/2005
Longanimidade
Minha mecânica matemática
Deste meu algoritmo vital
Estás tu somente estática
Neste meu ciclo espacial…
Assimetria, síncrono sequencial
Sonho de símbolos e sequências,
Universo, espaço digital
Que rege nossas competências…
Procedimento pendente
Não existe longanimidade
Para tão disciplina exigente
Ao limite da minha personalidade…
Juliana Maciel Gomes, 24 de Novembro de 2005
Deste meu algoritmo vital
Estás tu somente estática
Neste meu ciclo espacial…
Assimetria, síncrono sequencial
Sonho de símbolos e sequências,
Universo, espaço digital
Que rege nossas competências…
Procedimento pendente
Não existe longanimidade
Para tão disciplina exigente
Ao limite da minha personalidade…
Juliana Maciel Gomes, 24 de Novembro de 2005
Saudade
Saudade que suga saudade
É praga relativa e irreversível
Que ilude a verdade
Do desejado e impossível…
Saudade que sabe a silêncio,
Falta e fadiga folgadas,
Vasta chama e incêndio
De lembranças passadas…
Querer o ilimitado,
Saudade da tua convergência,
Querer contornar o passado…
Saudade da tua presença…
Carência do que não se sabe
Desconsolo demente
É pura saudade
De um amor doente…
Juliana Gomes, 9 de Novembro de 2005
É praga relativa e irreversível
Que ilude a verdade
Do desejado e impossível…
Saudade que sabe a silêncio,
Falta e fadiga folgadas,
Vasta chama e incêndio
De lembranças passadas…
Querer o ilimitado,
Saudade da tua convergência,
Querer contornar o passado…
Saudade da tua presença…
Carência do que não se sabe
Desconsolo demente
É pura saudade
De um amor doente…
Juliana Gomes, 9 de Novembro de 2005
11/05/2005
Boneca de Pano
Paninhos, farrapos, retalhos…
Sou um trapo!
Tenho tudo aos chocalhos,
E aqui não escapo!
Paninhos, farrapos, retalhos,
Bonequinha de pano,
Estou em múltiplos trabalhos
Neste mundo emano.
Paninhos, farrapos, retalhos
Tudo aqui é tão estranho…
Monstros, bichos e espantalhos
O que é que eu tenho?
Paninhos, farrapos, retalhos,
Brinquedo incolor
Brincadeira de pirralhos
Que mundo de horror!!!
Paninhos, farrapos, retalhos,
Bonequinha de pano…
Labirintos e baralhos
Que mundo tão estranho…
Juliana Gomes
5 de Novembro de 2005
Sou um trapo!
Tenho tudo aos chocalhos,
E aqui não escapo!
Paninhos, farrapos, retalhos,
Bonequinha de pano,
Estou em múltiplos trabalhos
Neste mundo emano.
Paninhos, farrapos, retalhos
Tudo aqui é tão estranho…
Monstros, bichos e espantalhos
O que é que eu tenho?
Paninhos, farrapos, retalhos,
Brinquedo incolor
Brincadeira de pirralhos
Que mundo de horror!!!
Paninhos, farrapos, retalhos,
Bonequinha de pano…
Labirintos e baralhos
Que mundo tão estranho…
Juliana Gomes
5 de Novembro de 2005
5/17/2005
Paixão Oriental
Que olhar doce e oriental,
São teus olhos negros e rasgados!
Que face exótica e musical,
Meus olhos ficam abismados!
Teu perfil altivo e deslumbrante
Irradia-me com fascínio e misticidade.
Se fosses meu oh, cavaleiro andante
Seria eu um tesouro de felicidade!
E ao ver teu tímido sorriso
Dou comingo tranquila.
És um oásis, um pequeno paraíso,
A estrela que no céu mais cintila.
E neste meu mundo fechado,
Foste tu meu deus inspirador,
Que tiraste o ancião tornado
Que fechava a porta ao amor.
Mas meu primeiro olhar,
Este meu recente contacto
Pode ainda nada significar
Porque não sei nada ao exacto...
Quero alargar minha cultura
Lá para os confins do Oriente,
Quero receber da tua ternura
Minha paixão inconsciente...
Juliana Gomes 15 de Maio de 2005
São teus olhos negros e rasgados!
Que face exótica e musical,
Meus olhos ficam abismados!
Teu perfil altivo e deslumbrante
Irradia-me com fascínio e misticidade.
Se fosses meu oh, cavaleiro andante
Seria eu um tesouro de felicidade!
E ao ver teu tímido sorriso
Dou comingo tranquila.
És um oásis, um pequeno paraíso,
A estrela que no céu mais cintila.
E neste meu mundo fechado,
Foste tu meu deus inspirador,
Que tiraste o ancião tornado
Que fechava a porta ao amor.
Mas meu primeiro olhar,
Este meu recente contacto
Pode ainda nada significar
Porque não sei nada ao exacto...
Quero alargar minha cultura
Lá para os confins do Oriente,
Quero receber da tua ternura
Minha paixão inconsciente...
Juliana Gomes 15 de Maio de 2005
3/27/2005
Menta - Jasmim
Se não te soubesse, procurar-te-ia
meu amigo.
Nas arábias, em que a goma agarra
mais do que consente,
e a tristeza constrói-se em concordância,
olhámos o chá que o outro bebia.
Os kebabs dos porcos semitas
faziam-se do teu sangue e da minha indiferença.
Mas o teu era de menta, porque estavas,
ainda,
vivo.
Eu bebia de jasmim, para me adormecer
na dor que minava o coração do teu povo.
Não me tinhas rancor e admirava-te por isso.
Sempre foste um bom amigo.
Damasco era o eco do teu silêncio.
E os alperces doces, e as tâmaras dolcíssimas.
E o alaúde que gemia perdão, e a tua concubina
que dançava enquanto sorria para mim.
Eras um califa da boa vontade.
Bebi do vosso chá,
e fumei a vossa alma.
E a mim, me chamaste de amigo.
E eu fiquei com a voz inundada
de areia e permiti que te levassem.
Chamaste-me de amigo e ficaste com a minha honra.
Trata bem dela.
Olho no chá a tua tristeza.
De um trago, absolvição.
Hoje te ressurjo, filho de deus,
Amigo dos homens.
Diogo
meu amigo.
Nas arábias, em que a goma agarra
mais do que consente,
e a tristeza constrói-se em concordância,
olhámos o chá que o outro bebia.
Os kebabs dos porcos semitas
faziam-se do teu sangue e da minha indiferença.
Mas o teu era de menta, porque estavas,
ainda,
vivo.
Eu bebia de jasmim, para me adormecer
na dor que minava o coração do teu povo.
Não me tinhas rancor e admirava-te por isso.
Sempre foste um bom amigo.
Damasco era o eco do teu silêncio.
E os alperces doces, e as tâmaras dolcíssimas.
E o alaúde que gemia perdão, e a tua concubina
que dançava enquanto sorria para mim.
Eras um califa da boa vontade.
Bebi do vosso chá,
e fumei a vossa alma.
E a mim, me chamaste de amigo.
E eu fiquei com a voz inundada
de areia e permiti que te levassem.
Chamaste-me de amigo e ficaste com a minha honra.
Trata bem dela.
Olho no chá a tua tristeza.
De um trago, absolvição.
Hoje te ressurjo, filho de deus,
Amigo dos homens.
Diogo
3/23/2005
Ilha de Bruma

Ilha de Bruma
É uma ilha de Bruma
Coberta de neblina
É uma ilha de espuma
De salgada adrenalina.
Modelados de basalto,
Filhos de um vulcão
Estão apáticos, em sobressalto,
Espalhados pelo chão.
Nascem árvores ao relento,
Que em fúrias tempestades
Dançam valsas com o vento.
O céu de nuvens cobardes,
Esconde o fundo horizonte,
A abóbada astral tapada
Lança-te para uma ponte
De um caminho sem estrada:
Uma floresta de tédio
Uma lagoa de lágrimas,
Um desânimo sem remédio
Que te afogam em lástimas.
E o teu destino sonhado,
Está muito além desta ilha,
Está algures em qualquer lado,
Mas fora desta maravilha!
Juliana Gomes, 30 de Janeiro de 2005
3/21/2005
A formiguinha social
A formiguinha social
A formiguinha social
Queria ser uma individualidade,
Mas tem que ser igual
À sua hipócrita sociedade!
A formiguinha não é crente,
Mas tem que ir à missa
Assim como a sua gente
Para não ser acusada de preguiça!
A formiguinha é a marioneta
Dos seus queridos papás:
Tem que ser a menina discreta,
E não tirar notas más.
A formiga oprimida
Não pode olhar para um formigo,
“Tem que ser alguém na vida”,
E, então estuda de castigo!
A formiguinha quer ser boémia,
Para por vezes se distrair!
Mas credo, que blasfémia!
Tem logo que desistir.
A formiguinha tem que ser
Como as outras formigas,
E tem que se esconder,
Para assim ter amigas.
Então a formiguinha é uma formiga
No meio desta gente,
Pois é uma grande intriga
Por apenas querer ser diferente!!!
Juliana Gomes 21 de Março de 2005
A formiguinha social
Queria ser uma individualidade,
Mas tem que ser igual
À sua hipócrita sociedade!
A formiguinha não é crente,
Mas tem que ir à missa
Assim como a sua gente
Para não ser acusada de preguiça!
A formiguinha é a marioneta
Dos seus queridos papás:
Tem que ser a menina discreta,
E não tirar notas más.
A formiga oprimida
Não pode olhar para um formigo,
“Tem que ser alguém na vida”,
E, então estuda de castigo!
A formiguinha quer ser boémia,
Para por vezes se distrair!
Mas credo, que blasfémia!
Tem logo que desistir.
A formiguinha tem que ser
Como as outras formigas,
E tem que se esconder,
Para assim ter amigas.
Então a formiguinha é uma formiga
No meio desta gente,
Pois é uma grande intriga
Por apenas querer ser diferente!!!
Juliana Gomes 21 de Março de 2005
Às vezes neste mundo
Onde reina a confusão,
Estou eu leve, em suspensão
Num buraco sem fundo.
Não sei onde me achar,
Não sei o que sinto,
Não sei o que pensar...
Perdi o meu instinto.
Baralhei os meus sentimentos
Numa caixa de labirintos.
Voaram meus instintos,
Estou só com os meus isentos.
Nesta energia estática,
Neste tempo que não passa
Mas que cada segundo se escassa,
Não há alma mais apática.
O ciclo da monotonia
Circula em sintonia,
Já não há mais a magia,
Que houve alguma vez num dia...
Juliana Gomes (sem data)
Onde reina a confusão,
Estou eu leve, em suspensão
Num buraco sem fundo.
Não sei onde me achar,
Não sei o que sinto,
Não sei o que pensar...
Perdi o meu instinto.
Baralhei os meus sentimentos
Numa caixa de labirintos.
Voaram meus instintos,
Estou só com os meus isentos.
Nesta energia estática,
Neste tempo que não passa
Mas que cada segundo se escassa,
Não há alma mais apática.
O ciclo da monotonia
Circula em sintonia,
Já não há mais a magia,
Que houve alguma vez num dia...
Juliana Gomes (sem data)
Reticências
Às vezes neste mundo
Onde reina a confusão,
Estou eu leve, em suspensão
Num buraco sem fundo.
Não sei onde me achar,
Não sei o que sinto,
Não sei o que pensar...
Perdi o meu instinto.
Baralhei os meus sentimentos
Numa caixa de labirintos.
Voaram meus instintos,
Estou só com os meus isentos.
Nesta energia estática,
Neste tempo que não passa
Mas que cada segundo se escassa,
Não há alma mais apática.
O ciclo da monotonia
Circula em sintonia,
Já não há mais a magia,
Que houve alguma vez num dia...
Onde reina a confusão,
Estou eu leve, em suspensão
Num buraco sem fundo.
Não sei onde me achar,
Não sei o que sinto,
Não sei o que pensar...
Perdi o meu instinto.
Baralhei os meus sentimentos
Numa caixa de labirintos.
Voaram meus instintos,
Estou só com os meus isentos.
Nesta energia estática,
Neste tempo que não passa
Mas que cada segundo se escassa,
Não há alma mais apática.
O ciclo da monotonia
Circula em sintonia,
Já não há mais a magia,
Que houve alguma vez num dia...
Facada
Sou o azul de uma manhã triste,
A névoa calma de uma aguarela,
Sou o sabor que não existe
No ardor do cravo e da canela.
Sou um baloiço vazio
Que já não embala a infância,
Sou a última lágrima que caiu
Num rosto de uma criança.
Fui a ninfa de uma ilusão
Que desmaiou na eternidade
De uma mentira, e duma razão
Num falso poço de felicidade.
Escondeu-se, afogou-se a hipocrisia
De uma ampla imaturidade
Que me esqueceu um dia....
Sou a luminosa e fugaz fogueira
Que com pedras se incendeia
Sou o fogo onde cai a asneira,
Numa chama amargurada e feia.
Sou o gume de uma facada
Que em mim foi projectada,
Um golpe censurado,
Por mim não esperado....
A névoa calma de uma aguarela,
Sou o sabor que não existe
No ardor do cravo e da canela.
Sou um baloiço vazio
Que já não embala a infância,
Sou a última lágrima que caiu
Num rosto de uma criança.
Fui a ninfa de uma ilusão
Que desmaiou na eternidade
De uma mentira, e duma razão
Num falso poço de felicidade.
Escondeu-se, afogou-se a hipocrisia
De uma ampla imaturidade
Que me esqueceu um dia....
Sou a luminosa e fugaz fogueira
Que com pedras se incendeia
Sou o fogo onde cai a asneira,
Numa chama amargurada e feia.
Sou o gume de uma facada
Que em mim foi projectada,
Um golpe censurado,
Por mim não esperado....
Introdução
Escrever o que me apetece,
Esquecer o que não importa
Transmitir o que não aparece,
E abrir uma nova porta...
Sou livre como um rio,
Não tenho nada a temer,
Quero uma aventura, um desafio,
Aconteça o que acontecer...
Aqui marco minha presença,
Minha pintura rupestre,
Minhas palavras de imprensa,
Antes de abandonar a toca terrestre...
Quero dar-me a conhecer,
Num teatro de personalidade
Quero no palco surpreender
Com a minha faceta de multiplicidade,
Não quero ser hipócrita nem infiel
Apenas serei eu, inconstante
Alegre, triste, presente e distante,
Uma personagem sem papel,
Com as pressões da sociedade,
com a minha hereditariedade,
E com o q sou no momento,
Na felicidade ou no sofrimento...
Juliana 13 de Novembro 2004

Esquecer o que não importa
Transmitir o que não aparece,
E abrir uma nova porta...
Sou livre como um rio,
Não tenho nada a temer,
Quero uma aventura, um desafio,
Aconteça o que acontecer...
Aqui marco minha presença,
Minha pintura rupestre,
Minhas palavras de imprensa,
Antes de abandonar a toca terrestre...
Quero dar-me a conhecer,
Num teatro de personalidade
Quero no palco surpreender
Com a minha faceta de multiplicidade,
Não quero ser hipócrita nem infiel
Apenas serei eu, inconstante
Alegre, triste, presente e distante,
Uma personagem sem papel,
Com as pressões da sociedade,
com a minha hereditariedade,
E com o q sou no momento,
Na felicidade ou no sofrimento...
Juliana 13 de Novembro 2004

Universo Meu
Eu queria ser um astronauta,
Para divagar no espaço infinito,
Estar numa suspensão incauta,
E andar pelo não restrito.
Correr no mundo de Astronomia
Saltar por esse tempo inconstante
Numa vida de fantasia,
Do planeta Terra bem distante
Queria possuir o Universo,
Tê-lo aqui tão perto,
Esse mundo que é disperso,
No meu baú secreto.
Queria ter um guarda- jóias
Onde suspendesse as estrelas
Para ouvir as suas histórias,
E adormecer ao entretê-las.
Queria poder planar nos cometas,
Viajar num rumo indefinido,
Conhecer os vastos planetas,
E ter o Universo percorrido.
Nadaria nesse mundo cósmico,
Dormiria num berço de Lua,
E viveria esse desejo platónico
Até que a ambição fosse nua.
Deliraria com as constelações,
E sonharia com corpos celestes.
Meu mundo astral de ambições
Na consciência sós e inertes.
Brilharia como uma pulsar
Neste ovo de gases e poeiras
Seria a noite mística e lunar
Do vácuo e das Luas cheias.
O desconhecido é o magnífico,
Que nunca irei encontrar
Neste mundo sóbrio e pacífico
Que eu irei idealizar...
Juliana Gomes 18 de Novembro 2004
Para divagar no espaço infinito,
Estar numa suspensão incauta,
E andar pelo não restrito.
Correr no mundo de Astronomia
Saltar por esse tempo inconstante
Numa vida de fantasia,
Do planeta Terra bem distante
Queria possuir o Universo,
Tê-lo aqui tão perto,
Esse mundo que é disperso,
No meu baú secreto.
Queria ter um guarda- jóias
Onde suspendesse as estrelas
Para ouvir as suas histórias,
E adormecer ao entretê-las.
Queria poder planar nos cometas,
Viajar num rumo indefinido,
Conhecer os vastos planetas,
E ter o Universo percorrido.
Nadaria nesse mundo cósmico,
Dormiria num berço de Lua,
E viveria esse desejo platónico
Até que a ambição fosse nua.
Deliraria com as constelações,
E sonharia com corpos celestes.
Meu mundo astral de ambições
Na consciência sós e inertes.
Brilharia como uma pulsar
Neste ovo de gases e poeiras
Seria a noite mística e lunar
Do vácuo e das Luas cheias.
O desconhecido é o magnífico,
Que nunca irei encontrar
Neste mundo sóbrio e pacífico
Que eu irei idealizar...
Juliana Gomes 18 de Novembro 2004
Eu queria ser especial...
Eu queria ser especial,
Ter o mundo pela frente,
Viajar numa nave espacial,
E sair deste mundo doente.
Eu queria ser especial,
Perder-me no meu inconsciente,
Ter grande capacidade racional
Ser superior, e diferente.
Eu queria ser especial,
Ser uma estrela cadente,
Um brilhante mineral
Enrolado numa serpente.
Eu queria ser especial,
Assim como toda a gente,
Possuir uma pedra filosofal
E ter uma paixão ardente.
Eu queria ser especial,
Ter aroma de chocolate quente,
Ser uma rosa astral
E sentir o que ninguém sente.
Eu queria ser especial,
E ser a água pura da nascente
com a harmonia da flauta transversal
Que embala a alma mais carente.
Eu queria ser especial,
Algo exótico e diferente,
Um bonito cardeal,
Que floresce permanentemente.
Eu queria ser especial,
Ser livre, e sem corrente,
Ser algo fora do normal
Neste mundo existente.
Eu queria ser especial,
E ter o mundo pela frente
Ser a proibida maçã do quintal
Que é venerada por toda a gente...
Juliana Gomes 8 de Novembro de 2004
Enigma
Enigma
Sou um anjo disfarçado
Que todas as noites te canta,
O brilho do céu estrelado
Que à noite te espanta.
Sou o que não conheces,
Talvez a estrela- polar.
O que nunca mereces,
E que está aqui para te guiar.
Sou o azul do céu,
Que aparece para o céu brilhar,
Sou o aroma de mel,
Que vem para te adoçar.
Sou o silêncio que te aparece
Nos dias em que te apetece,
Sou uma borboleta que voa
Apenas para te ver à toa.
Sou as tuas paredes brancas,
A almofada que tu espancas,
A cama que tu abraças
Nos teus dramas e nas tuas desgraças.
Sou a caixinha de surpresas,
A tua bola de cristal,
A mãe das tuas deusas,
Que te fazem ser tão especial.
Sou a palavra de esperança
Que gostas de ouvir,
Sou um mundo que avança,
Apenas para te ver sorrir...
Juliana Gomes- Dezembro de 2004
Está perto, está na hora...
Está perto, está na hora
Já é tempo, chegou o momento:
Vou me embora!
Partirei sem algum ressentimento
Mas uma saudade aqui vai ficar,
Como um vazio alheio em mim
Sem o meu céu, sem o meu mar,
Sem o meu silêncio de marfim
Que na bucólica madrugada
Me aborrecia e entristecia...
E ficava eu, com a luz apagada,
Há espera que fosse dia...
Mas esperar, esperar, esperar...
Para na bruma da alvorada
Meu sono sonolento hibernar.
E, eu sei que este nada,
Que esta minha banalidade,
Será num futuro adjacente
Uma minha grande saudade,
Em mim, permanentemente.
Fugida de uma gaiola rural
Para o labirinto agitado,
Não encontrarei o lugar ideal
Aqui, nem em qualquer lado!
Acordarei com o berbequim,
Adormecerei com a ambulância,
Mas só eu sei, que só assim,
Sonharei com a minha açoreana infância!
17 de Fevereiro de 2005
Já é tempo, chegou o momento:
Vou me embora!
Partirei sem algum ressentimento
Mas uma saudade aqui vai ficar,
Como um vazio alheio em mim
Sem o meu céu, sem o meu mar,
Sem o meu silêncio de marfim
Que na bucólica madrugada
Me aborrecia e entristecia...
E ficava eu, com a luz apagada,
Há espera que fosse dia...
Mas esperar, esperar, esperar...
Para na bruma da alvorada
Meu sono sonolento hibernar.
E, eu sei que este nada,
Que esta minha banalidade,
Será num futuro adjacente
Uma minha grande saudade,
Em mim, permanentemente.
Fugida de uma gaiola rural
Para o labirinto agitado,
Não encontrarei o lugar ideal
Aqui, nem em qualquer lado!
Acordarei com o berbequim,
Adormecerei com a ambulância,
Mas só eu sei, que só assim,
Sonharei com a minha açoreana infância!
17 de Fevereiro de 2005
Auto- retrato
Auto- Retrato
Tenho os olhos escuros e rasgados,
Pestanas compridas e reviradas.
Tenho os olhos tristes e magoados,
Como fontes de lágrimas encharcadas.
Meu nariz pequeno
Onde lágrimas escorrem,
E percorrem meu rosto sereno
Até ao queixo, onde morrem.
Meus lábios de magenta escarlate
São carnudos e harmoniosos
Veneram eflúvios de chocolate,
E caem em vícios ociosos.
De sorriso escondido e ausente
Expresso-me de pesada e carrancuda.
Invade-me uma brisa impaciente,
Que ainda me perturba.
Sou um corpo espadaçado,
Que vive numa luta permanente
Há espera de um passado
Que ainda é presente...
Juliana Gomes - Novembro de 2004
Tenho os olhos escuros e rasgados,
Pestanas compridas e reviradas.
Tenho os olhos tristes e magoados,
Como fontes de lágrimas encharcadas.
Meu nariz pequeno
Onde lágrimas escorrem,
E percorrem meu rosto sereno
Até ao queixo, onde morrem.
Meus lábios de magenta escarlate
São carnudos e harmoniosos
Veneram eflúvios de chocolate,
E caem em vícios ociosos.
De sorriso escondido e ausente
Expresso-me de pesada e carrancuda.
Invade-me uma brisa impaciente,
Que ainda me perturba.
Sou um corpo espadaçado,
Que vive numa luta permanente
Há espera de um passado
Que ainda é presente...
Juliana Gomes - Novembro de 2004
Amante Secreto
Tenho um amante secreto,
Alguém que me inspira
No meu dia de deserto
Alguém que me transpira
No meu clima de Monotonia.
Não sou única e amada,
Sou apenas uma paixão vazia,
De alma pura e estagnada.
Tenho um amante secreto,
Alguém irreal, mas concreto
Que venero platonicamente,
E que em mim está presente;
É a minha rosa dos ventos,
Minha macia almofada
Que afogo meus tormentos,
E curo minha alma magoada.
Tenho um amante secreto,
Que zela e cuida de mim,
Um amor talvez incerto,
Mas que começou assim,
Uma inata esquizofrenia,
Que me faz acreditar
Que vou ser feliz um dia...
Juliana Maciel Lopes Gomes 16 de Novembro de 2004
Alguém que me inspira
No meu dia de deserto
Alguém que me transpira
No meu clima de Monotonia.
Não sou única e amada,
Sou apenas uma paixão vazia,
De alma pura e estagnada.
Tenho um amante secreto,
Alguém irreal, mas concreto
Que venero platonicamente,
E que em mim está presente;
É a minha rosa dos ventos,
Minha macia almofada
Que afogo meus tormentos,
E curo minha alma magoada.
Tenho um amante secreto,
Que zela e cuida de mim,
Um amor talvez incerto,
Mas que começou assim,
Uma inata esquizofrenia,
Que me faz acreditar
Que vou ser feliz um dia...
Juliana Maciel Lopes Gomes 16 de Novembro de 2004
Indiferença
Indiferença ...
Esta semente que foi germinada
Numa terra de névoa e maresia,
E num canteiro só e estagnada,
Está triste na noite fria...
Ao desvanecer das suas pétalas,
Por dentro vai murchar,
Já esqueceu todas as promessas
Que nunca irá realizar...
E permanecendo ali,
Tudo passa ao seu redor,
Mas ninguém olha para ali,
Para aquele subtil pormenor.
Tenho sede, sede humana,
Sou um corpo vegetal,
Chamam-me de Juliana
Por aparentar ser carnal.
Porque é uma flor bonita?
E se não for?
Não será também restrita
do mesmo amor?
E aqui dentro de mim,
Há também uma flor,
Há um cismático jasmim
À espera de amor...
12 de Março de 2005
De boca alagada
De boca alagada
Com mil pepitas de chocolate,
Sou o monstro das bolachas!
Vem a hora do disparate,
E das minhas desgraças!
Aii casinha de guloseimas,
Recheadas de doces pecados!
Aii abelhinhas nas colmeias,
E flocos de mel aos bocados!
Olha a senhora amêndoa torrada,
Sentada num caramelizado sofá,
Está só, alegre, e delirada
Com os seus scones e seu chá!
Uma avalanche de gelado,
Sabe bem a baunilha
É apenas mais um lado,
Desta terra maravilha!
Um céu doce e estrelado,
Na aldeia açucarada.
Brilha um celeste rebuçado,
De ficar com a boca alagada.
Germinam coloridas gomas
Numa árvore de Primavera:
Morango, manga e outros aromas,
Que aqui, o Verão espera!
Pulam crianças de alegria
Num trampolim de gelatina
Há tanta visão e fantasia,
Nesta cabeça que tanto imagina!
Juliana Gomes Março de 2005

O meu axioma
O meu axioma
O meu ego na sua plenitude
Será a minha grande glória,
Serei eu mesma, a minha virtude,
Uma narcisista para a história.
Assim, construo o meu teorema,
Tecendo as minhas filosofias,
Num tear aqui na minha berma,
Fiel às minhas bizarras teorias.
O meu axioma mundano é igual
Ao meu axioma referencial
Subtraído do mundo social,
É minha grande obra primordial!
Sou eu, um botão em flor,
Tudo aqui à minha periferia
São soberbas pétalas sem valor
E eu, o centro, onde vibra a energia!
A ode à minha pessoa,
É o meu poço sem fundo!
É só a mim que tão bem soa,
Pois só existe eu, e o meu mundo!
De todos os deuses da mitologia,
De todos os planetas solares,
Sou eu a fugaz luz que radia,
O poder efémero de todos os mares!
Sou egocêntrica, serei feliz
Pensarei em mim, sonharei, e serei
Dos meus sonhos imperatriz,
E é assim que o axioma acabarei
O resto, o pouco é irrelevante,
Estou eu aqui nesta hipócrita vida,
Porque sou só eu a mente brilhante
Da minha esta filosofia esquecida!
Juliana Gomes
19 de Fevereiro de 2005
2/20/2005
Consorte
se te amo, choro-te.
se te tenho, quero-te.
esmoreço, sorrio.
adormeço no frio.
Chamo-te de consorte
em tons de consolo.
Perdes o teu porte
e tomas-me por tolo.
Tocas-me na face.
Eu selo os teus lábios.
Eu, como se voasse
caio num turbilhão.
Teus dedos são sábios.
Beijas-me, e dizes não.
Diogo
se te tenho, quero-te.
esmoreço, sorrio.
adormeço no frio.
Chamo-te de consorte
em tons de consolo.
Perdes o teu porte
e tomas-me por tolo.
Tocas-me na face.
Eu selo os teus lábios.
Eu, como se voasse
caio num turbilhão.
Teus dedos são sábios.
Beijas-me, e dizes não.
Diogo
2/19/2005
Terra do Nunca I
Terra do Nunca
Há uma estrela que brilha,
É perfeita e encantada,
É do tamanho de uma ervilha,
E dizem estar enfeitiçada.
É a Terra do Nunca,
Que eu quero visitar,
É a estrela da penumbra,
Que me vem fazer sonhar.
Com o arco- íris atravessado,
Um mar azul turquesa,
Um céu de Sol enraiado,
É um oásis por natureza.
Estão sereias numa baía
Num enredo de uma novela,
Estão os piratas em sintonia
A roubar uma caravela.
Numa floresta tropical,
Desmaiam os segredos
Ouve-se o chilro do pardal,
E dormem os morcegos.
Voam aromas de framboesa,
Naquela terra pequena,
Sou uma garota princesa,
Que sonha na noite serena.
E para grandes aventuras
Tenho o meu amigo Peter Pan,
Sonho com essas ternuras,
Até que seja de manhã.
Danço naquela atmosfera,
No cristal céu a flutuar,
Volto à minha esfera,
Quando de manhã acordar.
E na dourada areia,
O mar beija o areal.
Termina a minha odisseia,
E volto ao mundo real.
Sonharei com este paraíso,
Éden de fadas e fantasia,
Dormirei o que for preciso,
Para sonhar com esta magia.
Juliana Gomes 8 de Janeiro de 2005
Há uma estrela que brilha,
É perfeita e encantada,
É do tamanho de uma ervilha,
E dizem estar enfeitiçada.
É a Terra do Nunca,
Que eu quero visitar,
É a estrela da penumbra,
Que me vem fazer sonhar.
Com o arco- íris atravessado,
Um mar azul turquesa,
Um céu de Sol enraiado,
É um oásis por natureza.
Estão sereias numa baía
Num enredo de uma novela,
Estão os piratas em sintonia
A roubar uma caravela.
Numa floresta tropical,
Desmaiam os segredos
Ouve-se o chilro do pardal,
E dormem os morcegos.
Voam aromas de framboesa,
Naquela terra pequena,
Sou uma garota princesa,
Que sonha na noite serena.
E para grandes aventuras
Tenho o meu amigo Peter Pan,
Sonho com essas ternuras,
Até que seja de manhã.
Danço naquela atmosfera,
No cristal céu a flutuar,
Volto à minha esfera,
Quando de manhã acordar.
E na dourada areia,
O mar beija o areal.
Termina a minha odisseia,
E volto ao mundo real.
Sonharei com este paraíso,
Éden de fadas e fantasia,
Dormirei o que for preciso,
Para sonhar com esta magia.
Juliana Gomes 8 de Janeiro de 2005
Terra do Nunca II
Terra do Nunca
Leva-me até à Terra do Nunca
Quero voar contigo,
Abandonar essa penumbra,
E sair deste hostil abrigo.
Com pózinhos mágicos,
Navegarei na noite escura,
Não terei sonhos nostálgicos,
Nem andarei à tua procura.
Peter Pan vem me buscar,
Estou aqui à tua espera,
Quero nesse céu voar,
Para dispersar desta esfera.
Quero conhecer esse mundo,
Onde reina a iluda fantasia.
Tira-me desse berço imundo,
Antes que seja de dia.
Quero o perigo dos piratas,
Com a alegria da natureza,
Quero ver as sereias ingratas,
E sentir-me uma princesa.
Esse mundo de magia e cores,
Onde atravessa um arco- íris,
É como a ilha- dos- amores,
Ou o oculto tesouro de Osíris.
Levarás- me a um areal
Numa noite de Lua Cheia,
Onde o mar tem cor de cristal,
E beija a dourada areia.
Enfrentarás os piratas malvados,
E roubarás- lhes a caravela,
Para os perigos inesperados,
Estarmos salvos nela.
E no despertar da manhã,
Levarás- me contigo,
Meu querido Peter Pan,
Até o meu hostil abrigo.
E na meta das nossas aventuras,
Lembrarei- me deste paraíso,
Sonharei com essas ternuras.
Sempre que for preciso...
Juliana Gomes, 8 de Janeiro de 2005
Leva-me até à Terra do Nunca
Quero voar contigo,
Abandonar essa penumbra,
E sair deste hostil abrigo.
Com pózinhos mágicos,
Navegarei na noite escura,
Não terei sonhos nostálgicos,
Nem andarei à tua procura.
Peter Pan vem me buscar,
Estou aqui à tua espera,
Quero nesse céu voar,
Para dispersar desta esfera.
Quero conhecer esse mundo,
Onde reina a iluda fantasia.
Tira-me desse berço imundo,
Antes que seja de dia.
Quero o perigo dos piratas,
Com a alegria da natureza,
Quero ver as sereias ingratas,
E sentir-me uma princesa.
Esse mundo de magia e cores,
Onde atravessa um arco- íris,
É como a ilha- dos- amores,
Ou o oculto tesouro de Osíris.
Levarás- me a um areal
Numa noite de Lua Cheia,
Onde o mar tem cor de cristal,
E beija a dourada areia.
Enfrentarás os piratas malvados,
E roubarás- lhes a caravela,
Para os perigos inesperados,
Estarmos salvos nela.
E no despertar da manhã,
Levarás- me contigo,
Meu querido Peter Pan,
Até o meu hostil abrigo.
E na meta das nossas aventuras,
Lembrarei- me deste paraíso,
Sonharei com essas ternuras.
Sempre que for preciso...
Juliana Gomes, 8 de Janeiro de 2005
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